8.12.13

Praia badalada de Florianópolis levanta cartazes anti mendigos

Moradores de praia badalada em Florianópolis fazem protesto por mais segurança e contra mendigos na praia
Infelizmente, o que eu tenho a dizer agora é que um dos maiores problemas brasileiros é a desigualdade social e também a péssima forma como ela é encarada pelas pessoas. O Brasil é um país limitado, apenas para ricos e bem sucedidos. Os pobres não tem direitos. Os pobres não tem carro, não tem casa própria, tem que esperar quase 1 hora por um ônibus ou viajarem todo dia e não podem frequentar os mesmos lugares que as pessoas "bem sucedidas" que por sinal, adoram ostentar.
Os mendigos são excluídos da sociedade e recebem um tratamento desumano. Seus direitos são violados e eles não recebem nenhum auxílio do governo tanto para conseguir um emprego quanto para ter uma vida diga.
Leiam a notícia:

"Não precisamos de mendigos: Fora!", dizia um cartaz carregado por um grupo de pessoas em uma avenida da badalada praia de Canasvieiras, em Florianópolis.
Poucos metros à frente, no meio da passeata, outra mensagem: "Balneário Camboriú, para de jogar mendigos na nossa praia (que vergonha)".
Munidos de faixas, cartazes, alto-falantes e carro de som, moradores iniciaram uma campanha pela saída de moradores de rua da região.

A Folha flagrou a cena no último dia 26. Desde então, outro protesto foi realizado -e um terceiro está marcado para o próximo dia 11.
Segundo os moradores, o número de sem-teto cresceu nos últimos meses. "Aqui virou o Éden deles", afirma o presidente do conselho de segurança do bairro, Carlos Hennrichs, 67.
O aumento é maior no início da temporada de verão, diz a empresária Luciana da Silva, 31, que organizou o protesto. "Estamos tentando limpar a praia para a chegada do turista. Isso está queimando nossa imagem", reclama.
Ela diz que a chegada de "mendigos de fora" trouxe risco à segurança, como furtos e outros crimes. Há um mês, um morador de rua morreu em uma briga no bairro.
"Todo dia tem um bando diferente. As pessoas têm medo de andar na rua, são abordadas, ameaçadas", afirma.

Os protestos, porém, não são um consenso na praia.
"Eles não têm albergue, não têm onde tomar banho, e o pessoal só sabe criticar. Essa praia é só para quem tem dinheiro? E o pobre, vai morar onde?", rebate a cabeleireira Rosângela Chaves, 54.
Sentado com dois amigos próximo à praia, o catarinense Cleber Zanini, 25, diz que mora na rua "por não ter opção". "Se tivesse um albergue [para ir], seria maravilhoso."
Após os protestos, a Prefeitura de Florianópolis diz que intensificou a abordagem de assistentes sociais nas ruas e que investigou denúncias sobre possível ação de outras prefeituras transferindo mendigos, mas afirma que as suspeitas não procedem.
O secretário de Assistência Social, Alessandro Abreu, negou aumento de moradores de rua em Canasvieiras e descartou a participação dessas pessoas em crimes.




Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/12/1382417-praia-badalada-de-florianopolis-faz-atos-antimendigo.shtml

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